A vida é um complexo de zeros e uns.
A essência é a relação entre energia e matéria (ação e ser). Ação tem um valor verdade F (ou 0) e o ser um valor V (ou 1). O conceito de existir apenas se forma a partir da transformação, da mudança de estado da energia para a matéria. Einstein formulou a teoria da relatividade em torno dessa tese filosófica, a bíblia concorda quando dá à sociedade a ideia, que foi mal interpretada, de "o verbo se fez carne"; trata-se exatamente da transformação do elemento universal (esse elemento que tem em si as duas potências, de matéria e energia).
Todo movimento é uma ação, que é um verbo que é uma energia. Movimento apenas se forma a partir da destruição do ser, ser esse que é matéria, coisa, átomo, existente.
O corpo destrói o alimento para criar energia, e reserva a energia não utilizada em forma de matéria, de gordura.
Nova intertextualidade com a religião é com relação às orações, mantras, pragas, magias, maldição, oferenda, macumba. Todos esses ritos mencionados têm por finalidade e característica comum a tentativa inconsciente (frustrada, por sinal) de tornar o não ser, ser; de transformar ação em matéria, influenciar no mundo das coisas, com ação, criando ou transformando.
Cumpre mencionar que inicialmente todos esses meios de expressão das religiões tinham um foco na natureza e no acontecimento das coisas, por exemplo quanto a pedidos de chuva, fertilidade, colheita, ventos e caça; a sociedade desenvolvida incluiu termos sociais às ações que visavam criar matéria; tal como hoje, por exemplo, é tópico corriqueiro de orações pedir para ganhar na mega sena.
Volta-se ao cristianismo para buscar outros conceitos, deus e diabo; o bem e o mal.
Os conceitos de bem e mal se atrelam, primitivamente, não à sociedade e às ações no trato social. De fato, atrelam-se a criação e destruição. À transformação que se dá de energia para matéria (criação, bem) e de matéria para energia (destruição, mal).
A figura de um deus dentro do cristianismo é simbolo do bem e da criação do universo. A figura do diabo é a do mal, e da destruição do que teria sido, por deus, criado.
Insta, por fim, mencionar que tratam-se de conceitos filosóficos, e que a bíblia, que fundamenta o cristianismo mal interpretado de hoje, era, a princípio, um contraposto direto à filosofia. Tendo sido, inclusive, escrita em grego, por ser o idioma de maior abrangência e estudo. Termos tipicamente filosóficos são vistos na bíblia em todo canto, justamente por ser uma resposta às questões filosoficamente colocadas.
O complexo entre movimentos e coisas é o que provoca a possibilidade de vida. Um coração (matéria) parado (sem movimento) não vive. Assim como um movimento necessita de uma matéria para ser movimento. Como as cordas de um violão, que, quando um som é tocado, todas as cordas que estiverem nas condições físicas de gerar o mesmo som, reverberam. Existe uma interação direta entre forças de mesmas características, movimento e matéria são duas facetas do mesmo elemento.
Sendo a matéria 0 e o movimento 1. Vivemos num código em que apenas existe sentido quando agrupados esses elementos. Vivemos num sistema binário que apenas se transforma dentro desse padrão lógico de existência.
Isto é, se existe um mundo externo ao pensamento, necessariamente é um mundo objetivamente determinado logicamente nos quadros de falso e verdadeiro, movimento e matéria, ação e ser.
Mas, como provocar naturalmente essa criação e destruição do ser?
Eis a pergunta que, inconscientemente, é tentada a séculos e em todo o mundo ser respondida. Será que essa tentativa não teria uma origem comum? Será que alguém num tempo passado já conseguiu induzir o bem e o mal e toda sociedade futura tentou e tenta até hoje reproduzir? Será que nós mesmos já fizemos isso num futuro e trouxemos ao passado essas informações que então passaram a ser reproduzida? E esse sistema que se assemelha em elemento aos nossos sistemas lógico-computacionais atuais? Será que vivemos num super sistema de computador? O que é a realidade?
Mas, como provocar naturalmente essa criação e destruição do ser?
Eis a pergunta que, inconscientemente, é tentada a séculos e em todo o mundo ser respondida. Será que essa tentativa não teria uma origem comum? Será que alguém num tempo passado já conseguiu induzir o bem e o mal e toda sociedade futura tentou e tenta até hoje reproduzir? Será que nós mesmos já fizemos isso num futuro e trouxemos ao passado essas informações que então passaram a ser reproduzida? E esse sistema que se assemelha em elemento aos nossos sistemas lógico-computacionais atuais? Será que vivemos num super sistema de computador? O que é a realidade?
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