sábado, 1 de abril de 2017

72. Lobo da estepe

Não é no meio de unhas e cabrestos que ousarei me calar. Meus devaneios são frágeis pétalas de rosas que me estremecem num olhar incauto dessa minha miséria em saber que essa metáfora pode ter o condão de desmistificar as falsas heresias que encontro em cada olhar.
Um dessaber frenético que pulsa em meus olhos, aguardando meu pensamento reagir.
Tudo é só a dor de uma sociedade dispersa.
Sou o olho do furacão que se desmonta em cada construção​,  sou o murmurar de um prefácio sem autor.
Só as estrelas me seguem nessa jornada solitária, como um lobo na estepe coçando as próprias pulgas.

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