Pra uma casinha no campo eu vou
Andando aprendendo a ser eu
Muito mais do que sou
Um universo de possibilidades
Um mundo de novidades
Onde ninguém destempera
Onde nada mais me espera
No brilho das estrelas vou me buscar
Caminhar pelo mato e de feliz sorrir
Amar no gramado até alguém nos achar
Não ter horário nem lugar pra ir
Um cálice de vinho velho
Um olhar seu que pra mim é novo
Não oriento o reflexo quando me espelho
Me vejo e ando lentamente, mas movo
Tudo sobre mim devem ser céus
Aqui está quase quarenta graus Celsius
Se alguém pudesse me encontrar
Se alguém pudesse me ajudar
Não tenho medo do inferno
Tenho mais medo de passar sozinho
O próximo interminável inverno
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