Algumas gotas teimam em rolar por meu rosto, rasgando os olhos, tomando meu fôlego. Minha felicidade busca deixar-se levar pelos destemperos de prazeres metafísicos que não posso explicar ou entender, mas quero. A vontade que me paira é gerada ao medo que inunda meu vício em sentir-me vivo e me coloca numa atmosfera de abstinência e descontrole emocional. Tento um gole de calma, um mantra e medito as tentativas de me acomodar, entristeço na potência de felicidade que não sei se é, mas é.
Em estado de plenitude às vezes temo em me descontrolar e conhecer meu eu de loucura e desapego, sinto meu medo, guardo, escondo meus pensamentos, e, enquanto isso, vivo me queimando por dentro em estado motivado de felicidade aparente.
Nada me falta, mas nada tenho...
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