segunda-feira, 5 de março de 2012

08. Granada de mão

O tempo que passa do lado errado do relógio parado que não se move mais. O medo que eu guardo do lado do peito, de dentro, donde não conheço, mais que ninguém. O melhor sorriso que guardo para vestir quando melhor convir. Não convém, nem minha cara de tristeza vale a pena quando por dentro quase explodo.

Cuidado é o que peço que eu tenha, meus estilhaços da granada que sou não têm trajetória certa, podem acertar e machucar pessoas que talvez não mereçam... Quem me dera poder escolher quando e com quem meu pavio há de terminar em fogo, quem me dera poder prever o tempo em que não haverá problema financeiro ou ansiedade sem motivo, calado por um cloridrato de fluoxetina que já sinto fome e preciso tomar.

Cuidado comigo, não tema, mas não largue seu medo, não deixe que a pólvora encontre o fogo...

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