(O sujeito está parado no canto do quarto, ao lado da porta, de olhos fixos na rede que suavemente balança e se molha com a chuva no quintal de casa, de pronto um devaneio inunda sua mente. Passam-lhe algumas indagações, diversas, em variados sentidos, ao final, já quase que dela saindo, retorna à vida, num sopro doutra razão).
De longe eu vejo por detrás da água em meus olhos seu cabelo tocado pela brisa que me traz seu perfume. Não me atrevo a tentar contigo uma prosa, não quero que minh'alma se desvie da serenidade que vive.
Não há paz, nem amor; não existe saudade.
Hoje sei que feliz é não experimentar o prazer.
Minha vida se perde no que foi felicidade.
Nunca perder nada e não ser obrigado a sofrer...
Nem viver...
Parcimônia... parcimônia!
Antes viver o risco de morrer de sofrimento do que morrer vivo...
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