sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

27. O que quero

Ouço agora o sussurrar de pássaros quietos, numa noite calma, de lua minguante. O som ofegante de um pingo de torneira me aquece nessa noite de frios repentinos e espertos. O fogo há de queimar o frango que botei para aquecer. Comerei, viverei, matarei e em seguida, se tudo der certo, como esperado, morrerei com pouca dor. E nada mais me importa. Quero pra vida um saudoso tempero, daqueles que não se ensina, não se aprende, mas se sente, e quando se sente. Quero pra morte o mesmo nada de antes de tudo que sou e sei, nada mais, ou tudo além.

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