sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

26. Mísera fornalha

Um gole de heroísmo
uma pólvora de desilusão
uma serpente que se acorda
uma vida sem perdão

um mistério nunca desvendado
um pedaço velho de pão
endurecido pecado na boca
nada resta no coração

um resto de peixe no rio
a verdade escondida nos dentes
um velho com fome e com frio
um demente que só sente dor

pobre de mim que não vejo
nem um olhar de repente
nem um bocejo decente
nenhum bradar de gracejo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário