A calmaria que me leva é o resultado de agulhas que me fincaram por todo o corpo, não existe paz sem dor, não existe tranquilidade sem mais dor, nem há calmaria sem guerra. É o que se cala, é o que se não pode dizer por entre pessoas ditas certas, por entre aqueles que preferem viver naquela amarga péssima vida doce, gentil e marcada pelo demônio da incerteza.
Que paz é essa que se leva num bornal para onde quer que se vá?
Jogo-me às traças, às moscas, aos famintos. Que me estraçalhem, que me destripem, que me dispam. Sou tão frágil quanto uma ponta de agulha, tão fraco quanto o fio da lâmina que me cega.
Calado estou, sem voz eu fico diante do que me jogam ao chão.
Um professor insensato me trouxe ao chão um pedaço hipócrita de giz, tudo por uma resposta desconexa. Um professor sujo de pó de giz, sem termos nem terno de corte. Sou vil, uso meus olhos em tremenda provocação de dor. Sou a peste, o demônio que ronda a recrutar infiéis.
Que peso de papel me pareço quando me calo diante de palavras. Nada mais justo que revidar palavras com palavras, gestos com gestos e fogo com água.
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