segunda-feira, 9 de junho de 2014

37. Verme de mim

O medo que resplandece no dessentir de um pálido sorriso cego. Vermes se movem pela face, ébrios sensos se criam num cálice de vinho seco. O esbanjar de um prato típico de uma cultura qualquer me faz perder o chão.

Sem desejos outros, sem nenhuma ilusão a mais, busco encontrar a paz que se perde em mim.

Sou um prato de alecrim dourado ao sol e molho branco de rosas espinhosas, sou a fera em mim, o laço no punhal que ensanguenta os dedos pingantes ao chão estupidamente limpo. Minhas vestes são trapos requintados, meu perfume é o óleo diesel que se espalha num imperial majesty clive christian ou um outro fedor qualquer envazado.

Em mim, a mente que se derrete, nos dedos, movimentos que te deleita e se deita ao seu lado no algodão polido e sujo de minha pele morta que se derrama em raspas.

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