sexta-feira, 13 de junho de 2014

38. Sem face alguma

Paz  é a face amarga e desmentida de uma realidade inócua de deslindes temporais e realidades corporais perplexas. Palavras vão surgindo e deixando o papel sujo de tinta podre, de carne em sangue, tudo o que digo é pasmo. Ferida, é o que me dói, o que me toco em desejo de sentir-me, como vivo, como eu. Não vivo por viver, sou e sinto ser, quando morrer não será grande evento, então, sou eu o evento que sou. Não se amargue, não se amarre, morra a peste que há em seu peito, morra a moralidade desaguada em seu pescoço sujo de mãos esmagantes e enforcadoras.

Sem pressa nem água no cantil, sem flores se abrochando ou mudas de novos pergaminhos. Calado eu fico, repleto estou do eu que sou, nada mais. Só eu!

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