O desvio que faço da pedra, do toco firme no chão, das alturas e das barreiras é o que me faz ser suave, límpido, é o que me perfaz. Quando da pedra, contorno. Quando do toco solto, carrego. Sou constante, feito em partes que se desfazem e se refazem. Me completo e me descompletam. Me deixo cair enquanto nasço, me matam mesmo precisando de mim. Sou vida, sem mim ninguém é.
Me imundam e eu me espalho. Mato quem vejo. Se me consomem me liberto, permaneço em ser. Mas se me quebram o curso, desvio.
Não há pedra no caminho suave que me barre, quanto maior o precipício, mais bonito me apresento. Sou vida, me deixem viver que não lhes deixo morrer.
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