Anos a fio e começa-se a notar detalhes de alteração no tratamento enamorante. O humor se altera ao ponto de que todo olhar corrói, todo movimento do cabelo frente aos olhos nada mais constrói além de um alicerce de incômodo, angústia e desespero. Ríspidos franzires constantes na testa com o arqueio frenético das sobrancelhas denotam uma brutalidade pouco contida, com extravasos faiscares de palavras-facas.
Novas reclamações de velhas atitudes. Um olhar de decepção; da tristeza do tempo que pode se perder em ondas, em brisas. Minhas lágrimas permanecem grudadas no entrecrânio, aperto os dentes até trincar o atm quando me tenta convencer de sua insistente chatura; essa que até passaria por intencional, talvez subconsciente.
Tudo se enlaça naquele pedido de que redigisse um contrato. Aquele que nos desprenderia, que desataria quaisquer nós; não sabendo que o que nos prende é um firmemente amarrado laço de fita, onde ambos têm em mãos uma ponta sem volta; sem volta.
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