O pesadelo onde se descortinam as verdadeiras facetas da mente humana é como um espírito enjaulado, uma fera mal alimentada e trancafiada com correntes de ouro branco. O transparecer cai nos olhos como a chuva que derrete o asfalto ao passo em que sobre ele a água se vaporiza numa fumaça estremecedora.
Do lado de dentro um passado contido, uma fumaça invisível, um canto vazio da parede do apartamento velho. Um grito se ouve de dentro da mente, um tranquilizante se quebra nas pílulas de trazer felicidade, morde-se os dentes que rangem até trincar, trinca de azes, só um deles é de ouro.
Tempera-se a carne, espera-se o ponto e come-se, devora-se, apraz-se de saliva doce com suculento filé sangrando ao ponto. Cebolas em rodelas, purê de batata, cerveja e paz.
Não só me alimento de vida, nem tampouco do amor que me consome.
Nenhum comentário:
Postar um comentário