quarta-feira, 25 de novembro de 2015

56. Crônicas ou poemas

Crônicas disformes, poemas desprovidos de versos, verdades encrustadas nos beirais de cada expressão tensionada até a morte ou comprimida até a vida. Sou farto de descompostura, sou insano, incompleto, imperfeito e medíocre. Nada além de mim é menos parte, o todo se completa nos pedaços, tudo tende a limitar-se. O todo deixou de ser todo e se desfez em partes, aquilo que fora perfeição, hoje é um amontoado de pedaços soltos e disformes, de faíscas flamejantes de pessoas-vermes, que passam a viver e desaparecem no ar.

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