Não vou dar pra ninguém a serenata que eu faço.
Vou modificar até sangrar, até não ter mais tempo de lazer, até não ter mais pele onde arder, até tinta derramar.
Já estão me dispensando, já estão se dissipando. Eu quero um líquido, líquido não dado na água de um dado momento, sou nada, sou água perene.
Tudo cai, tudo tromba, tudo rala. Eu sou parte dessa tromba, que se vai, que se morre, que se morde e espuma pela boca seca.
O próprio prostrar. Sou o céu a cair. Sou nuvens negras de chuvas que não caem. E quando caírem que me levem pronde eu devo viver, onde devo chorar, nas profundezas do mar.
Desolado, destemido, desorientado, imaculado. Não vou aceitar essas injustiças. Não vou ganhar dinheiro com mentiras. Não quero. Não posso. Não devo.
Sou romântico, de dores espúrias, de calçadas em ladrilhos, do meio dia à meia noite.
Não existe paz, só amor, sem paz. Só tem só, só de sofrimento.
Eis o meu alento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário