O cuspe de discordar não ataca o agredido, antes, macula o próprio agressor, pois o mesmo material que ora é expelido num jato à agressão, outrora seria nada mais que matéria engolida, degustada, ingerida. O agredido se limpa com um papel toalha ou com um pano seco, já o agressor continuará engolindo o próximo cuspe, que virá e sempre virá.
Malfadadas traições são de fato uma traição dupla, é reconhecer-se um babaca que saliva sua próxima babaquice para lançá-la a outro da mesma farinha.
Suas mãos não sairão ilesas de um soco no queixo sem luvas, sairão sujas de sangue, tanto seu quanto do seu algoz que ainda te aflige.
Você se aflige, você se ofende, você causa em si mesmo o dano que preferia noutro tempo, quando levantou da cama, não sentir.
Não existem atitudes más sem consequências na mesma proporção más em seu próprio sentido.
A questão é verificar se vale ou não o castigo e a dor que virão apenas em razão dessa falta momentânea de racionalidade que te fez buscar formar àquela agressão e trazer isso que estava latente na alma, à vida, à existência, ao fim de ambas as partes, que, definitivamente, estarão em partes após o ocorrido.
Não se inflige dor sem que todos os envolvidos a sintam. A dor é a única experiência compartilhada nesse universo. Quem provoca sente.
Empatia.
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