terça-feira, 6 de novembro de 2018

Deus e a criação

Se Deus existe ou não, isso pra gente agora é irrelevante. Nós somos, por herança divina ou por mera evolução ao acaso, o poder criativo desse mundo.

Nascemos num mundo ao qual devemos gratidão, nossos antepassados nos deram de presente as ferramentas e as virtudes para que possamos mudar e nos envolver para desenvolver nossa existência.

Desenvolver é perder o envolvimento, mas nascemos prematuros, nascemos antes do tempo, em quase todas as outras espécies o novo indivíduo já ganha independência assim que sai do útero.

Nosso cérebro se desenvolveu muito rápido, evoluiu mais rápido que os ventres das nossas mães. Por isso somos tão dependentes ao nascer, e não sobreviveríamos sem que alguém nos tomasse por cuidados.

Aí inicia o processo educacional, nesse ponto começamos como uma Tabula Rasa a absorver o mundo ao nosso entorno, e cada um absorve de um jeito, por uma perspectiva única e singular.

Olhem ao seu redor, o ângulo em que vocês se posicionam nessa sala é diametralmente diverso. Cada um percebe uma parcela própria e diversa da realidade. Cada um ouve, vê, sente e interpreta esses sentidos de um modo singular, isso nos faz diversos, isso nos faz imperfeitos, essa é a perfeição que alegoricamente fez Deus se deslumbrar com a humanidade e deixar pra ela seu poder de criar.

Criatividade. Parece simples, parece banal, mas é nossa maior centelha divina. É o que nos coloca no mundo de um jeito completamente diferente do jeito dos outros animais. É o que nos permite voar sem asas, correr a mais de duzentos por hora sem fazer nenhum esforço, nos permite o abrigo, a proteção, o conforto.

O que quero deixar para vocês é que Deus, como força motriz do universo, quer ou queria de nós, quando nos concedeu o dom de criar, é que nos desenvolvamos, para tornarmos ainda sociais, mas independentes, e tudo isso para que, mesmo sem precisar, voltemos a nos envolver.

Empatia é a palavra da educação que eu espero. Respeito é o meio de desenvolvimento. Envolvimento é o fim, com empatia, respeito e amor.

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