Eu escrevo a vida que vejo
A vida escreve a vida que levo
Te levo flores e espero um beijo
E suas crises de amor, eu relevo
Sinto o pecado de sair de casa
Espero um recado sem palavra rasa
Quero carinho, amor, afeto
Cansei de caminhar no deserto
Morro aos poucos enquanto vivo
Mas enquanto vivo, respiro e piro
Piro como os loucos, os melhores
Pois é de espantar com o óbvio que crescemos aos poucos
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