quarta-feira, 18 de setembro de 2013

18. Um toque

Um som começa a surgir na mente, o tom se perde na escassez de senso. A razão se modifica, se deslogicariza e se desenfoca no pathos de uma realidade inócua.

Foge-se de si. Fujo-me de mim.

A harmonia das ondas de uma suave canção relembra momentos descontraídos de bons papos gritosos e um refrigerante quente de laranja meio caído ao chão. Os cabelos se movem nas ondas do ar, sem vento. O mundo gira frio e eu sou o calor que me aquece, eu sou a intensidade de cada emoção dentro de mim mesmo.

O medo de dentro, se corre. O surto meu, num ato me socorre.

Quase que sem sentido é um sonho que me provoco, num meditar insone, numa canção que eu toco. Naqueles acordes que ainda não aprendi, mas sinto.

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