Começo a me perder de vista, aquele coração que cavalga pelas matas frias daquela noite de orvalho forte começa a arder dentro de um peito vazio, junto a um pulsar que se reprime a cada inspiro. O passar de uma aflita madrugada de chuva comove meus tristes olhos que não se cansam de salgar; soluços me machucam numa agonia intensa, torturante. Ainda assim me paraliso, me aquieto, me aprofundo nesse meu senso de calidez, que deixo escorrer. São os diamantes que descem com o rio de água cristalina que surge no deserto, mas mesmo assim sigo minha caminhada, sem levar comigo uma gota ou uma pedra sequer.
Em mim, a lembrança do oásis que deixei pra traz, comigo a mochila do peso que carrego no coração que a cada dia sofre, a cada passo mais pesa. Foi alto o preço da matéria que hoje se acomoda no vão em meu peito, a de me despedir do céu e da glória eterna para ir em busca da única coisa que me faltava, liberdade.
Não há amor que se acabe, nem paz que se aquiete. Toda calmaria alguma hora se enerva; mas o amor, esse só ama...
Nenhum comentário:
Postar um comentário