Nem um pote de sorvete de chocolate nevado me adoça
nem um litro de cachaça curraleira me acomoda
todo o dinheiro do mundo não me espanta
nem a calmaria de um mar agitado me despreocupa
Quantas são as feições fronte ao espelho molhado do banheiro?
quantas refeições antes de morrer enforcado?
qual a penúltima palavra antes do suspiro final?
Ser pauvres vivant ou miserável amante?
Delicada flor me comove e me espirra
o aroma da fumaça me despedaça primeiro nas bordas
o perfume de uma ilusão morta me descansa
não me acalmo, me morro
Quantas ilusões...
Será que o mundo ainda existe?
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