Nenhum coelho foi encontrado na lua, nenhuma lua foi encontrada na ponta do pelo do coelho. Apagam-se as luzes, o apego sobe ao entusiasmo de dois seres que dizem se completar. Nenhuma cena cabe no bolso do mágico e poeta que em silêncio se apresenta de forma encantadora no palco da própria vida. Aquele que se deixa escorrer por becos e bicas, que se deixa viver e de tudo um pouco ver.
Nada acontece quando eu passo. Nenhuma luz se apaga, nenhum gato preto tem sequer um grunhido de azar pra me experimentar. Sem foco, sem freio, sem medo do perigo - sem risco.
Verdades são nada mais que meras ilusões. Com tantas perguntas escritas em papiros nos bolsos do meu guarda-roupas, porque alguém seria prepotente de ter alguma certeza? Nenhuma certeza é válida, ou talvez seja.
Em qualquer canto que eu esteja é pouco, tudo me consome, faz tempo que não me despeço de um sonho, de uma cor ou das penas do beija-flor que amadurece minha vida. Nada que se calcifica vive, verdades mumificadas gritam tentando espantar as questões, as histórias que passam e arranham cada pedaço das convicções são exatamente o que enchem meu copo do veneno que me alimenta.
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