Um rebanho de ovelhas destinadas a morrer, condenadas por terem simplesmente nascido, ovelhas cordeiro, auto sacrificantes. Uma faca é apontada para a morte da carne que ainda anda, um olhar triste caminha em direção ao punhal, o sangue começa a se escorrer, a vida começa a fluir dos olhos para o fio da lâmina. Um sacrifício foi feito, de sangue, a satisfazer o aprazimento de um fétido sujeito que se satisfaz pela morte injusta do cordeiro que se entregou à vida para que pudesse morrer para o prazer de outro ser.
No apontar da faca um pescoço outrora branco e vivo, agora é vermelho e agoniza até que a vida se escorre. Noutro canto um alguém que espera aflito pelo pedaço de bife quente em seu prato de arroz.
Não fosse o cordeiro que se entrega seria o boi que esperneia e merece ser enganado para a morte. Ou o porco que chora e grita ao ser assassinado. Ou o frango que agoniza.
Não há paz, é no suicídio, na violência ou no engodo que se mantém a vida, a sobrevida e o prazer.
De tudo um pouco não falta nessa guerra diária escrita pelo sangue dos assassinados e pelo sorriso dos ainda sobreviventes.
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