Um ar respirado torto, uma voz que ecoa no espaço, uma senha mal conectada. Sobe-se no espectro de uma luz que se esgota e reacende uma vida de estontear. Soluções mal elaboradas, solventes enlatados. Sofre-se pela inércia em permitir que se viva com vida. Um fluxo para dentro dos olhos, no meio da testa se desfaz crescendo-se de tanto encolher. Palavras são escolhidas a dedo para demonstrar o sentimento que se estabelece.
Fluxos, decisões, filosofia, vida. São palavras que não completam o significado do que é o amor. No meio de cada olhar existe uma flor que se desbota e reabre-se em pétalas perfumadas. Não há amor que se sustente em flores, não há vida sem que haja paz.
De dentro do pulmão um ar, de dentro da mente uma ilusão que se desfaz, trazendo a realidade à tona. Não há que se falar em destino, predefinição, ou em letras escritas em um pedaço velho de papel toalha no banheiro do apartamento.
Um punhado de luz é o que eu espero ingerir pra viver como posso, pra viver de amor.
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