De cima do mais alto monte vê-se claramente um verdadeiro pedregulho empilhado, uma gigantesca pedra equilibrada. Ouve-se o vento tocando uma canção belíssima e assustadora. No meio do lago encostado ao fundo, um barco sem remo, sem vela, sem tripulantes. No balançar das ondulações o vento respira um som enebriante.
De tanto sentir tal paz, o coração se empalpita, as velas da igreja se apagam, os pássaros calam seus cantos, os metais se esquentam, a poeira se dispersa, um grito subtrai o silêncio que reinava.
Tudo escuro, agora é luz. Agora enxergo. Agora me vejo. De hoje em diante posso dizer que passei a ser o que eu sempre fui, eu.
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